SEO para Ecommerce em 2026

Por Réulison Silva
Réulison Silva
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SEO para Ecommerce em 2026

O que você pode fazer para ajudar os clientes a encontrarem seu site quando procuram produtos online? Neste guia completo, exploraremos as principais estratégias e práticas recomendadas para otimizar seu e-commerce para mecanismos de busca em 2026.

1. SEO para E-commerce em 2026

SEO é a disciplina responsável por preparar websites para que estejam alinhadas com o que os usuários procuram nos mecanismos de busca e possam ser uma opção relevante nos resultados de pesquisa.

A sigla "SEO" refere-se à sua definição precisa: Search Engine Optimization (otimização para mecanismos de busca). Ações voltadas para aumentar a visibilidade nos rankings dos tópicos abordados por um website.

A transição de mecanismos de busca para mecanismos de resposta

Em 2026, não pensamos mais apenas em mecanismos de busca clássicos como Google ou Bing, mas o surgimento da Inteligência Artificial Generativa nos faz considerar outras plataformas que estão revolucionando os hábitos de busca dos usuários: ChatGPT, Perplexity, Claude, Gemini, entre outras.

A transição de mecanismos de busca para mecanismos de resposta (LLMs) ainda está em seus estágios iniciais, visto que a adoção dessas plataformas ainda é gradual e nem todos os setores as utilizam da mesma forma.

DICA Os mecanismos de busca clássicos e os LLMs usam o mesmo conteúdo do seu site. Lembre-se de que, se você tomar medidas arriscadas para tentar influenciar o ChatGPT, poderá prejudicar indiretamente sua visibilidade no Google. Agora é o momento de ser estratégico e entender o que fazer a curto, médio e longo prazo.

SEO em todos os lugares

Por outro lado, os projetos de SEO também exigem uma compreensão maior do que nunca dos hábitos do nosso público-alvo.

  • Eles usam exclusivamente mecanismos de busca?
  • Eles também integram buscas em plataformas sociais como TikTok, Instagram ou YouTube?
  • Eles se concentram em respostas de IA?

É justamente a partir desses fenômenos que surge o conceito de Otimização para Busca em Todos os Lugares (SEO Everywhere).

A visibilidade orgânica não é mais exclusiva do Google, mas sim o conteúdo de um site ou diversos ativos digitais podem ser trabalhados para serem posicionados em diferentes plataformas.

O importante é ter clareza de que cada plataforma terá regras ou fatores de ranqueamento que devemos estudar e implementar para maximizar a visibilidade dos nossos projetos.

Além disso, também será fundamental entender a jornada do cliente de potenciais clientes ou compradores. Com os novos desenvolvimentos mencionados acima, essa jornada está sendo redefinida e devemos considerar o que influencia essas etapas ou interações. Por exemplo:

  • Que conhecimento prévio do produto nossos clientes possuem?
  • Qual é a cultura digital deles?
  • Quais são suas habilidades técnicas?
  • Qual é o nível de adoção das últimas tendências?

Nesses aspectos, os fatores demográficos podem ser cruciais. Estudá-los e compreendê-los pode nos dar pistas sobre como direcionar nossas estratégias.

SEO vs PPC vs Merchant

Por fim, vale a pena mencionar outro fenômeno que está acontecendo e continuará acontecendo: as integrações. Seja no Google ou no restante do ecossistema de buscas, existem oportunidades que se sinergizam com o SEO, por exemplo:

Portanto, o SEO aplicado ao e-commerce em 2026 continua a se basear nos fundamentos clássicos, mas deve enfatizar a compreensão de como distribuir esforços e onde alocar recursos, com base em onde estão nosso público-alvo e mantendo a conversão em mente o tempo todo.

Olá! Quer saber mais?

2. Pesquisa de palavras-chave

A pesquisa de palavras-chave é o processo pelo qual descobrimos e analisamos quais palavras os usuários utilizam para buscar informações ou produtos.

Por meio desse tipo de análise, criamos a base para uma estratégia de SEO, pois ela nos permite compreender os padrões de busca dos usuários, possibilitando algo muito importante:

Alinhar o que os usuários esperam encontrar em suas buscas com o conteúdo que temos a oferecer e satisfazer suas necessidades explícitas e implícitas.

Volume de buscas vs. Intenção de busca

Dessa perspectiva, devemos primeiro explorar o conceito de intenção de busca. Devemos levar em consideração os diferentes tipos de buscas que existem e a motivação por trás de cada uma:

  • Buscas de navegação: aquelas relacionadas a uma marca ou site específico, são buscas destinadas a direcionar o usuário para um site ou marca específica e navegar por ela. Portanto, apesar de serem buscas, podem até ser consideradas semelhantes ao tráfego direto. Exemplo: "Ofertas da Nike".
  • Buscas de informação: aquelas que visam encontrar informações gerais, conteúdo ou informações sem qualquer componente que reflita a realização de uma ação, apenas satisfazendo uma necessidade direta de informação. Exemplo: "diferenças entre...".
  • Buscas comerciais ou de pesquisa: aquelas cujo objetivo é pesquisar e comparar marcas, como uma ação que precede o processo de tomada de decisão antes da conversão final. Exemplo: "melhor", "comparação", "vs".
  • Buscas transacionais: aquelas destinadas a realizar uma ação. No caso do e-commerce, podem ser buscas que descrevem produtos ou incluem padrões que permitem inferir que uma compra ocorrerá. Exemplo: "comprar...", "preço...", "SKU".
  • Buscas de localização: buscas que têm um componente local ou que implicitamente revelam uma necessidade física ou local. Exemplo: "Nike Oregon", "horário de funcionamento...", "loja...".

É importante notar que esse tipo de análise geralmente é realizado em diferentes situações:

  • Quando a loja ainda não existe e é necessário identificar a estrutura de páginas ideal.
  • Quando a loja já existe e você deseja avaliar possíveis melhorias: otimizar o que já existe e criar o que ainda não está contemplado, expandindo a arquitetura web.
  • Quando você deseja avaliar a expansão internacional da loja para outros mercados. Nesses casos, a pesquisa de palavras-chave é sempre feita considerando o mercado e o idioma, e você precisará realizar tantas pesquisas quantos forem os mercados e idiomas abrangidos pelo projeto.
  • Quando você deseja desenvolver uma estratégia de conteúdo.

DICA Conselho prático: a pesquisa de palavras-chave continua sendo uma atividade crucial que combina pesquisa de mercado e pesquisa de usuários. Não tente automatizar (ou delegar) completamente uma tarefa fundamental, nem utilize ferramentas que não contenham todas as informações (como, por exemplo, planilhas de classificação de palavras-chave).

Processo de pesquisa de palavras-chave

Com relação ao processo de pesquisa de palavras-chave, podem existir nuances diferentes dependendo do projeto em questão. No entanto, na minha experiência, estas são as etapas usuais em projetos de e-commerce:

  • Revisão do catálogo de produtos. Neste ponto, o objetivo é fazer um inventário dos produtos que sempre temos e tentar identificar quais buscas podem ser atribuídas não apenas ao produto em si, mas também as categorias e subcategorias de produtos ou qualquer listagem de produtos.
  • Revisão dos atributos e características dos produtos. Esta é uma das chaves do e-commerce: detalhar os produtos o máximo possível e ter uma tabela de características nos permitirá aprofundar as possíveis formas de busca, o que será muito útil para a categorização.
  • Revisão de possíveis categorizações além dos produtos. Isso se refere a outros critérios de classificação, por exemplo, se vendemos nossa própria marca ou marcas de terceiros, se temos campanhas sazonais (Black Friday, Natal, liquidações), se existem buscas-chave relacionadas a como comprar, por exemplo, guias de compra, perguntas frequentes, etc.
  • Revisão da concorrência e do setor. Neste ponto, podemos expandir consideravelmente o potencial do projeto, pois surgirão oportunidades para ampliar o catálogo de produtos caso haja potencial ou demanda evidentes, embora isso nem sempre seja comercialmente viável.
  • Extrair sugestões ou palavras-chave relacionadas. Caso tenhamos esquecido algo na etapa inicial do processo, é sempre recomendável utilizar ferramentas que geram sugestões de palavras.
  • Categorização ou agrupamento das palavras obtidas. Com a matriz de palavras-chave em mãos, podemos tentar agrupá-las por características comuns. Se já tivermos criado nossa tabela de atributos, isso já constitui uma classificação inicial focada no catálogo.
  • Análise de SERP. Com a lista de palavras-chave potenciais e uma categorização básica, podemos analisar quais concorrentes estão ranqueando globalmente e em cada categoria. Isso nos dá uma visão geral de quem são nossos concorrentes em cada atributo ou categoria. Essa análise também nos fornecerá informações importantes: quais formatos aparecem com mais frequência globalmente e por categoria. Imagens? Vídeos? Pacotes locais? Perguntas dos usuários? Com isso, podemos calcular nossas próprias métricas de visibilidade.
  • Identificação de lacunas. Em seguida, precisaremos verificar o que já existe e o que ainda não existe como página para posicionamento. Esses serão potenciais candidatos para serem criados como categorias ou, se conseguirmos obter novos produtos.

Algumas considerações sobre o processo que nos permite personalizar a análise, dependendo dos recursos e do tipo de projeto que temos:

  • Quando nosso e-commerce tem um produto estável, o catálogo geralmente é fixo ou semifixo durante a maior parte do ano. Mas, às vezes, trabalhamos com catálogos que mudam sazonalmente (outono, primavera, verão), o que significa realizar pesquisas antes de cada mudança de catálogo. O mesmo se aplica quando as categorias são expandidas ou novos produtos são lançados; teremos que analisar a abordagem orgânica com base nas buscas dos usuários.
  • Podemos usar muitos tipos de ferramentas. Existem suítes completas (SISTRIX, Semrush ou Ahrefs), e também podemos usar serviços de API (DataforSEO, Rapid API, Keyword Tool etc.), mas devemos adicionar outras maneiras de descobrir ideias que estejam mais próximas dos modelos mentais dos usuários. Por exemplo, podemos usar fóruns ou comunidades (Reddit, Quora etc.), bem como plataformas visuais e de vídeo (Pinterest, Instagram ou TikTok).
  • Dada a natureza multiplataforma e conversacional que o SEO adquiriu, existem outras maneiras de entender o produto por meio de casos de uso, problemas que ele resolve e outros aspectos semelhantes, que podemos extrair de call centers ou centrais de atendimento ao cliente, se o projeto os tiver, e também de avaliações no Google, Yelp e outros serviços onde as objeções podem ser identificadas.
  • Não podemos nos esquecer de usar dados de demanda, não apenas do Google, mas também das plataformas que provavelmente serão usadas pelo nosso público-alvo (Instagram, YouTube, Facebook ou TikTok). Precisamos não apenas do volume de buscas, mas também da intenção de busca e se há diferenças na demanda em diferentes meses do ano. Vamos considerar que as informações nunca serão exatas e, em alguns casos, não existirão (como no caso do ChatGPT e outros LLMs).
  • Não podemos nos esquecer de que, quando se trata de IAs e LLMs, não há informações sobre prompts públicos feitos por usuários, então teremos que incorporar o conceito de "prompt sintético" ou "prompt potencial" para tentar simular o que o usuário escreveria. No entanto, sempre que possível, é uma boa ideia incorporar critérios da área de UX (Experiência do Usuário) e sua pesquisa com usuários, seja para realizar pesquisas, conduzir grupos focais ou oferecer incentivos, a fim de obter um conhecimento mais aprofundado sobre seus critérios de busca, pesquisa ou decisão.

DICA Adapte o processo ao seu caso específico. Se conseguir alcançar a sinergia entre SEO e UX, o resultado será sempre positivo. Automatize as partes tediosas, mas não delegue a tomada de decisões, pois isso pode levar a problemas de qualidade no futuro.

3. Arquitetura do site

A arquitetura refere-se à forma como o conteúdo de um site é organizado para que os usuários possam navegar facilmente e os mecanismos de busca e as LLMs possam rastrear ou acessar o conteúdo para considerá-lo em suas fases subsequentes de operação (renderização, indexação, classificação ou elegibilidade).

Esses são os processos de organização, etiquetagem, busca e sistemas de navegação do site, voltados para usabilidade, localização e compreensão.

A arquitetura consiste em conhecer os usuários e fornecer a eles o conteúdo mais relevante onde eles esperam encontrá-lo, com o mínimo de cliques possível.

Para mecanismos de busca e sistemas de gestão de conteúdo, uma arquitetura de site otimizada ajuda os crawlers a encontrar e indexar todas as páginas do site, além de outros pontos-chave:

  • Rastreamento e indexação
  • Melhorias na experiência do usuário (UX)
  • Redução das taxas de rejeição
  • Transferência de autoridade
  • Prevenção da canibalização

Consideremos também que:

  • Sempre há mais de uma maneira de organizar o conteúdo.
  • As pessoas têm necessidades diferentes e níveis de conhecimento diferentes sobre um tópico.
  • A tecnologia está em constante mudança.
  • Os mecanismos de busca estão em constante mudança.

Inventário e Categorização de Produtos

Começamos mencionando o conceito de unidade mínima de conteúdo, ou seja, qualquer conteúdo presente em um site de e-commerce e cuja aparência seja sempre consistente constitui a base da arquitetura.

Portanto, a arquitetura é definida com base no "catálogo" atual e, se possível, futuro de itens. Dessa forma, utilizamos os produtos como um "catálogo" para categorizá-los.

A partir daqui, a arquitetura se baseia em:

  • Sistemas de organização: como cada item de conteúdo é categorizado.
  • Sistemas de nomenclatura: qual nome utilizamos para representar a informação.
  • Sistemas de navegação: como facilitamos a movimentação dos usuários pela informação.
  • Sistemas de busca: como a informação é encontrada.

O importante aqui é focar nos sistemas de organização. Dependendo da complexidade do projeto e das necessidades a serem atendidas, temos diferentes opções que podem ser usadas individualmente ou em combinação:

  • Organização por data ou hora: um exemplo disso seria um arquivo de blog com posts classificados por ano e mês.
  • Organização alfabética: exemplos disso seriam listas telefônicas antigas classificadas em ordem alfabética ou a lista de marcas de uma loja, que permite a busca pela inicial do nome.
  • Organização por localização ou ponto geográfico: bastante comum em classificados e nichos que segmentam seus produtos por cidade ou região, por exemplo, ofertas de emprego ou carros usados, mas no e-commerce, se tivermos um localizador de lojas, podemos trabalhar com esse tipo de organização.
  • Organização por tópico: este critério é um dos mais difundidos, pois utiliza a natureza inerente do conteúdo; por exemplo, um site de e-commerce de artigos esportivos terá o tipo de produto como um de seus critérios.
  • Organização por público-alvo: este também é um critério bastante comum. A arquitetura pode ser desenvolvida com foco no público-alvo, por exemplo, produtos femininos ou masculinos, que são diferenciados desde o início.
  • Organização por atributos ou filtros: muito comum em filtros de comércio eletrônico, para desenvolver categorizações multiníveis usando características do produto, como tamanho, cor, material etc.
  • Organização por uma combinação dos itens acima.

Os principais desafios que enfrentamos aqui são:

  • Os critérios organizacionais dependem do número mínimo de unidades. Não podemos criar categorias com um único produto, por exemplo; precisamos estabelecer um número mínimo de produtos para evitar a criação de conteúdo extenso e superficial.
  • As prioridades de negócios (margens, tendências, ROI) e a pesquisa de palavras-chave para SEO ajudarão a enfatizar quais páginas são mais importantes na arquitetura.
  • Existem silos organizacionais independentes, mas esses silos frequentemente se sobrepõem, e precisamos escolher como lidar com eles na arquitetura e na geração de URLs. Também precisamos considerar se o CMS que utilizamos permite isso ou se precisamos desenvolver uma solução personalizada, o que acarreta custos adicionais, tempo etc.
  • A partir da pesquisa de palavras-chave para SEO, sempre conseguimos inferir características, por exemplo, em ferramentas baseadas em autosuggest:
Análise de palavras-chave no Google Ads destacando padrões e variações de busca relacionadas a “nike shoes”, como termos de intenção, localização e categorias.
Análise de palavras-chave no Google Ads destacando padrões e variações de busca relacionadas a “nike shoes”, como termos de intenção, localização e categorias.

A partir dessa lista, podemos facilmente identificar padrões que podem ser convertidos em características que atuam como um classificador ou, pelo menos, um rascunho inicial:

  • Buscas por tênis + Nike + mercado (EUA)
  • Buscas por tênis + Nike + modelo (Cortez, Metcon, Air Force, Jordan)
  • Buscas por tênis + Nike + usuário (masculino, feminino, infantil)
  • Buscas por tênis + Nike + esporte (corrida, basquete, golfe)
  • Buscas por tênis + Nike + descontos (código promocional)

Uma leitura parcial das informações pode nos levar a abordagens pouco escaláveis ou diretamente a abordagens equivocadas; portanto, a análise do produto e do catálogo disponível será, sem dúvida, o ponto de partida.

Além disso, no nível de SEO, os esforços em pesquisa de palavras-chave, juntamente com a pesquisa de usuários, serão a maneira ideal de trabalhar em conjunto com UX e produto para construir a melhor arquitetura.

Algumas das implicações de SEO que encontramos são:

  • Cada categoria deve ter uma quantidade mínima de conteúdo.
  • Determinar se um item pode estar em mais de uma categoria.
  • Planejar a categorização de conteúdo sazonal ou comercial.
  • A categorização lógica não precisa necessariamente coincidir com a definição de URLs.

DICA Geralmente, o CMS determina o que pode e o que não pode ser feito. Quanto mais personalizada for a arquitetura, mais difícil será para o CMS oferecê-la como padrão. Avalie os cenários com seus prós e contras; às vezes, vale mais a pena minimizar os riscos e escolher uma opção que, embora não seja a desejada, seja a mais equilibrada em termos de esforço, benefício e risco.

Profundidade

Com nossos sistemas de organização e navegação, queremos que os usuários encontrem o que procuram sem precisar clicar muitas vezes, com foco especial no conteúdo prioritário do negócio.

Esse conceito já beneficia os mecanismos de busca, permitindo que eles rastreiem e indexem as páginas com eficiência.

Para isso, implementamos diversos elementos para garantir uma navegação otimizada em termos de UX e SEO.

  • Navegação global: por meio de um menu fixo em todas as páginas.
  • Navegação local: por meio de menus específicos em determinadas páginas, como rodapés que podem ser personalizados para cada página.
  • Navegação contextual: por meio de blocos de links baseados no contexto ou tema da página.
  • Navegação suplementar: por meio de páginas destinadas exclusivamente a facilitar a compreensão da arquitetura, como sitemaps HTML ou índices de páginas. Isso é comum em grandes lojas.

Além dos quatro tipos gerais de navegação, existem outros, como breadcrumbs, filtros e paginação.

A navegação por trilha de navegação (breadcrumbs) é importante para a experiência do usuário (UX) e para o SEO, pois replica a estrutura do site, e não necessariamente a das URLs. Ela é um elemento-chave da vinculação interna e fornece sinais hierárquicos, essenciais para a compreensão da arquitetura.

DICA Estabeleça uma estratégia de links internos que seja 80% fixa e reserve 20% para páginas sazonais, lançamentos e outras páginas estratégicas.

Filtros

A navegação por filtros é um sistema amplamente utilizado em anúncios que utiliza características para facilitar a filtragem.

Existem principalmente dois tipos:

  • Filtros de ordenação (alfabética, por preço, etc.) que utilizam o mesmo conteúdo em uma ordem diferente; estas não são úteis para SEO, mas são para UX. No exemplo, à direita, podemos acessar os filtros de ordenação.

    Página de resultados de busca ou categoria no e-commerce Nike, com 82 produtos encontrados para 'Mind Game'. A interface permite refinar resultados por categoria, gênero, faixa de preço, cor e ofertas. Produtos como 'Nike Mind 002' e 'Nike Mind 001' são exibidos com preços e opções de cores, representando um padrão comum de navegação em e-commerce que pode ser rastreado para análises de conversão e comportamento.
    Página de resultados de busca ou categoria no e-commerce Nike, com 82 produtos encontrados para 'Mind Game'. A interface permite refinar resultados por categoria, gênero, faixa de preço, cor e ofertas. Produtos como 'Nike Mind 002' e 'Nike Mind 001' são exibidos com preços e opções de cores, representando um padrão comum de navegação em e-commerce que pode ser rastreado para análises de conversão e comportamento.

    Essas filtros geralmente influenciam as URLs, adicionando um parâmetro ou usando a mesma URL da categoria à qual pertencem, de forma dinâmica.

    No exemplo da Nike, isso é feito com parâmetros: ?sortBy=priceAsc

  • Os filtros restringem ou especificam o conteúdo, de forma que cada URL exiba conteúdo diferente, o que é útil para SEO. No mesmo exemplo, se eu for para o lado esquerdo, posso aplicar filtros como Gênero, Infantil, Cor, Esportes, Marca, etc.

    Página de listagem de produtos do e-commerce Nike com filtros aplicados. Os filtros selecionados (Black, Grey, Sold Out) refinam os resultados exibidos, mostrando calçados como NikeMind001 e Pregame Mules. A interface representa um padrão comum de e-commerce, onde a interação com filtros geralmente é rastreada por tags de analytics para entender o comportamento de navegação do usuário.
    Página de listagem de produtos do e-commerce Nike com filtros aplicados. Os filtros selecionados (Black, Grey, Sold Out) refinam os resultados exibidos, mostrando calçados como NikeMind001 e Pregame Mules. A interface representa um padrão comum de e-commerce, onde a interação com filtros geralmente é rastreada por tags de analytics para entender o comportamento de navegação do usuário.

    Se eu selecionar "sapatos" e "vermelho", a lista de 82 produtos é reduzida para uma lista de 2 produtos que atendem a ambos os critérios selecionados.

    A Nike cria sua própria URL /mind-game-red-shoes-3abn9zavwzy7ok e não usa parâmetros para esse tipo de filtro.

A chave é identificar o nível de oportunidade que temos com filtros, considerando também as opções disponíveis no CMS.

Já me deparei com tudo, desde CMSs que permitem um alto nível de personalização, onde você pode decidir o que fazer com cada filtro, até o completo oposto: CMSs que aplicam os critérios padronizados a todas os filtros, sem possibilidade de personalização, forçando-nos a tomar decisões binárias de tudo ou nada.

As considerações são:

  • Elementos e conteúdo na página: posso ter meu próprio título, descrição, h1 e conteúdo, ou o filtro herdará os mesmos da categoria à qual pertence?
  • Elementos de rastreamento e indexação: cada filtro pode ter seus próprios meta robots ou canonical? Pode ser bloqueada individualmente no robots.txt?
  • Elementos de navegação: posso fazer com que filtros inúteis não usem atributos href para gerar o link ou gerá-los dinamicamente?

DICA Os filtros de classificação raramente podem ser usados para posicionamento, portanto, concentre-se em identificar se há demanda orgânica para que os demais filtros concorram em geral ou apenas em filtros isolados. No primeiro caso, trabalhe no nível do "template"; no segundo, verifique se o CMS permite personalização. Contextualize a demanda existente para decidir se vale a pena investir recursos em seus próprios desenvolvimentos.

Paginação

A paginação é usada como uma forma de dividir um catálogo de categorias em listas com um número finito de itens.

Dependendo de como os botões de paginação são projetados e de quantos deles estão presentes como links, a profundidade pode ser reduzida de forma mais ou menos eficiente.

Há também ocasiões em que são utilizados sistemas de rolagem infinita ou de "carregar mais". Estes podem ser úteis para se adaptar às tendências de consumo do usuário, mas os riscos para o SEO técnico e a capacidade de encontrar produtos que estão mais abaixo na categorização devem ser levados em consideração.

A paginação é sempre um aspecto complexo dos projetos de SEO, pois não existe uma maneira universal ou padrão de lidar com ela. No entanto, existem diferentes tipos de paginação a serem considerados:

Comparação de padrões de paginação em interfaces web: botão 'Load More' com números de página, paginação tradicional (ex: 20 de 55) e rolagem infinita ('Infinite Scroll'). Cada padrão impacta de forma diferente o comportamento do usuário e o rastreamento de dados em analytics, sendo o 'Load More' e a rolagem infinita mais comuns em feeds e redes sociais, enquanto a paginação numérica é típica em e-commerces e resultados de busca.
Comparação de padrões de paginação em interfaces web: botão 'Load More' com números de página, paginação tradicional (ex: 20 de 55) e rolagem infinita ('Infinite Scroll'). Cada padrão impacta de forma diferente o comportamento do usuário e o rastreamento de dados em analytics, sendo o 'Load More' e a rolagem infinita mais comuns em feeds e redes sociais, enquanto a paginação numérica é típica em e-commerces e resultados de busca.

Considerando que cada uma possui vantagens e riscos específicos no e-commerce, eles estão resumidos na tabela a seguir:

Tipo de PaginaçãoPrincipais VantagensPrincipais Riscos/Limitações de SEO
Paginação Clássica (links numerados)
  • URLs rastreáveis ​​e exclusivas para cada página;
  • facilita a descoberta de produtos com conteúdo aprofundado;
  • forte controle sobre indexação e links internos;
  • distribuição clara da autoridade de SEO
  • Requer mais cliques do usuário;
  • pode parecer menos fluida em dispositivos móveis;
  • precisa de títulos e conteúdo bem otimizados para evitar duplicação
Botão "Carregar Mais"
  • Melhora a experiência do usuário reduzindo o atrito;
  • mantém os usuários por mais tempo nas listagens;
  • pode equilibrar a experiência moderna do usuário com o SEO se implementado corretamente
  • Risco de ocultar produtos se depender de JS;
  • rastreabilidade limitada sem URLs paginadas equivalentes;
  • Controle de SEO reduzido se a arquitetura não for planejada
Rolagem infinita
  • Experiência de navegação suave e contínua;
  • altamente eficaz em dispositivos móveis;
  • reduz as barreiras de interação
  • Alto risco de SEO sem páginas paginadas acessíveis;
  • dificulta a indexação e o rastreamento de produtos complexos;
  • distribuição de autoridade interna mais fraca; pode impactar a mensuração e a intenção transacional

Principais considerações ao escolher como configurar a paginação em nosso e-commerce:

  • Quantos produtos podemos exibir em cada listagem sem comprometer excessivamente o desempenho técnico e a velocidade de carregamento? Lembre-se de que quanto menos produtos exibirmos por listagem, mais URLs de paginação haverá.
  • Identifique se todos os produtos têm a mesma importância ou se alguns produtos são mais importantes que outros.
  • Saiba se o catálogo de produtos fica fechado o ano todo ou se temos faltas regulares de estoque ou disponibilidade, ou mesmo alterações periódicas no catálogo.
  • Já trabalhamos na vinculação de produtos ou temos capacidade para aprimorá-la e expandi-la? Se a resposta for sim, o impacto da paginação será infinitamente menor.
  • Considere a marcação rel="next" e rel="prev". Embora o Google a tenha descontinuado em 2019, ela ainda está em vigor no Bing e, indiretamente, os gerentes de relacionamento com o cliente (LLMs) provavelmente a considerarão.
  • Tornar a paginação rastreável e indexável será sempre uma boa prática, com o objetivo de tornar todos os produtos detectáveis e localizáveis em paginações mais profundas, e não apenas os mais proeminentes nas paginações 1, 2 ou 3.
  • Se você deseja reduzir a paginação e seus produtos não são pesquisados diretamente, em muitos casos é preferível usar previous e next, aumentando a grade de produtos o máximo possível.

DICA Na dúvida, comece com uma implementação simples, tornando a paginação acessível e indexável. Depois disso, você pode iterar para implementações mais personalizadas.

4. SEO On-Page para Templates

Outro aspecto fundamental para o sucesso das estratégias de SEO em 2026 é o trabalho com os templates da nossa loja. É verdade que cada CMS tem suas peculiaridades nesse sentido, mas vale a pena o esforço para alcançar a melhor abordagem possível, combinando SEO, UX e desempenho.

Os templates são a base sobre a qual a loja é construída, portanto, podemos definir como cada tipo de página deve ser visualmente por padrão, com base em critérios de qualidade, utilidade e foco em conversão.

Um recurso interessante é o SEO Wireframe Design Playbook, que oferece diferentes propostas visuais por tipo de página e pode servir como um manual de boas práticas.

Vamos ver o que fazer para cada tipo.

Páginas de produtos

Os elementos que devemos considerar incluir no modelo de página de produto são:

  • Elementos invisíveis: como metadados (título, descrição) ou marcação estruturada do produto (Schema).
  • Títulos: títulos para indicar o nome do produto e outras seções, como descrição, perguntas frequentes, avaliações ou produtos relacionados.
  • Multimídia: diferentes imagens do produto ou de pessoas usando ou vestindo o produto, com a marcação alt, title e caption correspondentes. Adicionar vídeos também é recomendável.
  • Conteúdo útil e original: torne o conteúdo o mais útil possível para usuários que estejam potencialmente interessados em comprar. Adicione detalhes gerais e técnicos sobre o produto, medidas, especificações técnicas, bem como os problemas que ele resolve ou as dificuldades que ele aborda. Quanto mais completo for, mais situações conseguiremos abranger. Não se esqueça de escolher cuidadosamente as perguntas frequentes que você adiciona.
  • Blocos de links: considere adicionar breadcrumbs, bem como blocos que direcionem para produtos relacionados, categorias relacionadas e até mesmo produtos visualizados recentemente.
  • Design orientado para conversão: sempre que possível, adicione elementos que inspirem confiança, como logotipos, avaliações em destaque, etc. Quando o produto estiver fora de estoque, dependendo da estratégia escolhida, indique isso claramente, adicione um campo para coletar e-mails para notificar sobre a reposição do estoque ou sugira um produto alternativo.
Página de produto esgotado no e-commerce Nike. O status 'Producto agotado' é um indicador importante para análises de estoque e demanda. A página ainda exibe avaliações, detalhes do produto e opções de notificação (implícitas), sendo um ponto de saída potencial onde tags de analytics podem rastrear tentativas de compra de produtos indisponíveis ou interesse em recomendações de produtos similares.
Página de produto esgotado no e-commerce Nike. O status 'Producto agotado' é um indicador importante para análises de estoque e demanda. A página ainda exibe avaliações, detalhes do produto e opções de notificação (implícitas), sendo um ponto de saída potencial onde tags de analytics podem rastrear tentativas de compra de produtos indisponíveis ou interesse em recomendações de produtos similares.

Páginas de categoria

Os elementos que devemos considerar incluir na listagem de produtos ou no modelo de categoria são:

  • Elementos invisíveis: como metadados (título, descrição) ou marcação de listagem estruturada (Schema).
  • Títulos: títulos para indicar o nome da categoria e outras seções, como subtítulos ou categorias relacionadas.
  • Listagem de produtos: a ordem dos produtos pode ser estratégica para tornar mais visíveis aqueles que são mais interessantes em termos de margem, faturamento ou estratégia de negócios. Em geral, o mais importante é a relevância do produto incluído na categoria, pois isso promoverá uma melhor experiência do usuário e o ajudará a encontrar o que realmente precisa.
  • Conteúdo útil e original: se textos descritivos forem adicionados na parte superior ou inferior, eles devem ser orientados ao usuário, apesar de as tendências de leitura, reveladas por ferramentas como o Clarity, poderem nos levar a crer que as pessoas não leem.
  • Blocos de links: podemos considerar a adição de breadcrumbs, bem como blocos que direcionam para categorias relacionadas, além de adicionar filtros.
  • Design orientado à conversão: escolha entre formatos de grade ou lista para as versões mobile e desktop. Essa não é uma decisão de SEO, mas é importante. Considere destacar certos produtos para chamar a atenção para eles ou intercalar blocos com chamadas para ação (CTAs) ou textos que possam ser de interesse comercial.
Página de listagem de produtos Jordan no e-commerce Nike, exibindo 101 itens de 'New Jordan Shoes'. Os filtros laterais permitem refinar por gênero, faixa etária (Kids), preço, cor, coleção e altura do calçado. Produtos com etiqueta 'Just In' destacam lançamentos recentes. Esta estrutura de página é rica em interações rastreáveis: aplicação de filtros, ordenação, cliques em produtos e visualizações de página, todos essenciais para análises de comportamento de compra.
Página de listagem de produtos Jordan no e-commerce Nike, exibindo 101 itens de 'New Jordan Shoes'. Os filtros laterais permitem refinar por gênero, faixa etária (Kids), preço, cor, coleção e altura do calçado. Produtos com etiqueta 'Just In' destacam lançamentos recentes. Esta estrutura de página é rica em interações rastreáveis: aplicação de filtros, ordenação, cliques em produtos e visualizações de página, todos essenciais para análises de comportamento de compra.

Páginas de localização de lojas

Os localizadores de lojas são nosso mapa de lojas voltado para UX e SEO. Geralmente, haverá buscas diretas com ou sem o nome da marca, por exemplo:

  • "Loja de artigos esportivos em ____"
  • "Loja Nike em ____"

Com um localizador de lojas bem focado, podemos tentar capturar ambos os tipos de busca, além de trabalhar no posicionamento local, vinculando-o ao perfil do Google Business Profile.

Precisaremos investigar se as buscas estão concentradas em:

  • Nível de país
  • Nível de cidade
  • Nível de bairro
  • etc.

Com base no diretório de lojas que temos e nas buscas identificadas, poderemos estabelecer a estratégia correta.

Elementos que podem ser adicionados:

  • Elementos invisíveis: metadados focados em buscas locais
  • Opção para exibir um mapa ou lista de links
  • Sempre inclua links para os níveis superiores e inferiores, ou seja, se estivermos em um bairro, inclua um link para a cidade; Se estivermos em uma cidade, crie links para o país e o bairro, etc.
  • Sempre crie links para o mesmo nível, ou seja, se estivermos em uma cidade, crie links para outras cidades; se estivermos em um bairro, crie links para outros bairros. Importante: ao falar sobre locais, é importante não criar links para cidades ou bairros muito diferentes apenas para SEO, mas sim para colocar UX e CRO em prática, idealmente criando links para locais próximos.
  • Certifique-se de que os detalhes de cada loja sejam exatamente os mesmos que os mostrados em sua propriedade no Google Maps. Ser consistente nisso será importante para a camada local.
  • Adicione o Schema de Organização e o Schema Local.
Diretório global de lojas Nike, listando países e o número de lojas físicas disponíveis em cada um. Países com maior concentração incluem Coreia do Sul (272 lojas), Índia (93) e Canadá (57). Esta página é relevante para análises de geolocalização e estratégias de expansão de varejo, permitindo rastrear interações como busca por lojas próximas, visualização de mapas e cliques em países específicos.
Diretório global de lojas Nike, listando países e o número de lojas físicas disponíveis em cada um. Países com maior concentração incluem Coreia do Sul (272 lojas), Índia (93) e Canadá (57). Esta página é relevante para análises de geolocalização e estratégias de expansão de varejo, permitindo rastrear interações como busca por lojas próximas, visualização de mapas e cliques em países específicos.

Landing pages

Para páginas mais comerciais ou focadas em lançamentos, elas não precisam necessariamente ser transacionais, mas fazem parte de uma jornada que culmina em uma venda. É importante tentar atender à intenção de busca da melhor maneira possível:

  • Elementos invisíveis: não apenas metadados como títulos e descrições, mas também dados estruturados sempre que possível.
  • Títulos: priorize uma boa hierarquia e máxima clareza.
  • Conteúdo: cada landing page exigirá um tipo diferente de conteúdo. O importante é tentar resolver o problema do usuário, seja com texto, calendários, calculadoras, vídeos, etc. Essa é a chave: ofereça a ele o que ele realmente precisa.
  • Links: às vezes, os links são limitados para evitar dispersão, portanto, pense cuidadosamente sobre o papel da landing page e se ela pode promover links para outras páginas ou não.

Por exemplo, uma página com o calendário de lançamentos para futuros instrutores, que geralmente gera muito interesse. Não é necessário muito conteúdo ou texto, basta saber como pesquisar e oferecer ao usuário o que ele realmente procura.

Landing page da SNKRS, plataforma de lançamentos limitados da Nike, exibindo próximos lançamentos de tênis com datas e botões 'Notify Me'. Este tipo de página é rico em interações de alta intenção, onde eventos de analytics como cliques em 'Notify Me', visualizações de produtos específicos (ex: Kobe 1 Proto, Nike SB Air Max 95) e engajamento com datas de lançamento são métricas valiosas para medir demanda e planejar estoque.
Landing page da SNKRS, plataforma de lançamentos limitados da Nike, exibindo próximos lançamentos de tênis com datas e botões 'Notify Me'. Este tipo de página é rico em interações de alta intenção, onde eventos de analytics como cliques em 'Notify Me', visualizações de produtos específicos (ex: Kobe 1 Proto, Nike SB Air Max 95) e engajamento com datas de lançamento são métricas valiosas para medir demanda e planejar estoque.

5. SEO Técnico e Experiência do Usuário (UX)

Algo que qualquer negócio de e-commerce deve continuar a aprimorar é a camada técnica e a UX.

Não sabemos como será o futuro próximo, quem dominará as buscas ou como a participação de mercado será distribuída em termos de IA e LLMs.

O que sabemos é que o acesso ao conteúdo e a adaptação técnica continuarão sendo cruciais para as plataformas tradicionais, bem como para aquelas que surgiram e as que ainda estão por vir.

Mecanismos de busca, LLMs, agentes... o SEO técnico continuará sendo a porta de entrada!

Vamos ver em que devemos nos concentrar.

Rastreamento e Indexação

A regra de ouro do SEO técnico sempre foi permitir o rastreamento das páginas que você deseja classificar ou que contenham links internos relevantes.

Com relação à indexação, a regra é semelhante. Indexamos tudo o que tem potencial para se classificar na busca de um usuário. Se não houver busca, não indexamos.

Embora já tenhamos mencionado algumas exceções, como a paginação, que são páginas intermediárias que não podemos excluir do índice para dar suporte às páginas que podem ser classificadas.

Como podemos trabalhar nisso?

  • Disponibilidade: se o nosso site apresentar falhas e não estiver disponível e acessível na maior parte do tempo, teremos o primeiro problema técnico que não podemos nos dar ao luxo de ter em nossa loja online.
  • Robots.txt: o arquivo robots.txt agora não servirá apenas para dar instruções a bots como o Googlebot ou o Bingbot, mas também para gerenciar o acesso de bots como o GPTBot, o ClaudeBot ou o CCBot. Se você não permitir a entrada deles, pode dar adeus a parte da sua visibilidade em LLMs.
  • Listas de permissão em firewalls/WAF: é mais importante do que nunca verificar os firewalls e garantir que os IPs de todos os players de nosso interesse não estejam bloqueados ou em listas negras. Se você usa Cloudflare ou serviços similares, lembre-se de que agora você precisa verificar não apenas o Google, mas também outros agentes.
  • Sitemaps: a estratégia de sitemap também se torna relevante em termos de descoberta e acessibilidade de URLs e conteúdo. Além da exigência de 50.000 URLs por arquivo, vale a pena considerar o uso de vários sitemaps segmentados, que também nos ajudam a rastrear métricas no Google Search Console.
  • Atributo meta robots: a diretiva que determina o que é indexado ou não também se torna crucial, porque, se quisermos ser citados em resumos de IA ou outras IAs, apenas o que for indexado estará disponível. A IA redefine as estratégias de indexação e a higiene do projeto.
  • Atributo rel canonical: embora não seja uma diretiva obrigatória do Google, continua sendo um elemento que adiciona sinais e consistência ao projeto. O mais importante é ser coerente e consistente com todos os sinais.
  • Atributos Nosnippets. Assim como acontece com URLs indexadas, aquelas em que usamos atributos para ocultar ou não exibir certos trechos de conteúdo nas páginas de resultados também terão um impacto direto na elegibilidade para aparecer nas respostas de IA.

DICA Ao começar a criar sua estratégia de SEO para seu e-commerce, após realizar a pesquisa de palavras-chave, defina sua estratégia de indexação criando um documento que mostre quais páginas estão indexadas e quais não estão. Essa será uma maneira explícita de esclarecer a direção geral do projeto.

Core Web Vitals

O Core Web Vitals são um conjunto de três métricas de desempenho que o Google usa como fator de classificação:

  • LCP (Largest Contentful Paint): o tempo necessário para exibir o elemento maior e mais importante que o usuário vê ao acessar o site (geralmente a imagem principal ou um grande bloco de texto) dentro da área visível. No comércio eletrônico, isso significa: "Quando eu realmente vejo a loja e posso começar a tomar decisões?" Se o LCP for lento, o usuário sente que a página ou categoria "não está carregando" e a taxa de rejeição aumenta.
  • CLS (Cumulative Layout Shift): uma medida de quantos "saltos" inesperados a página faz durante o carregamento (quando os elementos visíveis mudam de posição). No comércio eletrônico, significa: "A página se move e me faz clicar no lugar errado?" Exemplos típicos: um banner de cookies aparece e empurra o botão "adicionar ao carrinho", imagens carregam sem espaço reservado e o conteúdo salta. Um CLS baixo evita esses cliques indesejados e a frustração.
  • INP (Interaction to Next Paint): mede a resposta real da página às interações (clique, toque, teclado) durante a visita. Do momento em que o usuário interage até o site exibir a alteração na tela. No e-commerce, significa: "Quando toco em um tamanho, um filtro ou em 'Adicionar ao carrinho', a resposta é instantânea ou demora?". Um INP ruim resulta na sensação de um site "lento", cliques repetidos, filtros que demoram a carregar e carrinho que atualiza com atraso.

As lojas geralmente são gerenciadas por CMS como Magento, Salesforce Commerce Cloud, PrestaShop, Shopify, etc., e a maioria desses CMS carrega muitos arquivos CSS e JS que não podem ser otimizados ou removidos, pois geralmente são essenciais para funcionalidades críticas.

Por esse motivo, muitas vezes não conseguimos realizar otimizações profundas, o que representa uma das dívidas tecnológicas que enfrentamos na área de SEO, principalmente quando trabalhamos em projetos de grande porte.

Onde podemos focar mais especificamente é nas imagens, que representam uma grande parte do carregamento de uma página (especialmente em categorias e produtos com muitas imagens). Para isso, podemos nos concentrar em:

  • Categorias: É fundamental que as imagens sejam bem compactadas e utilizem um sistema de carregamento adiado, como o lazy loading, para que, em vez de carregar todas as imagens da lista de uma só vez, elas sejam carregadas progressivamente à medida que o usuário rola a página.
  • Produtos: em listagens de produtos, pode ser uma boa ideia encontrar um equilíbrio entre compactação e qualidade da imagem. Lembre-se de que, no comércio eletrônico, a imagem e a qualidade podem ser fatores decisivos na decisão de compra (uma imagem altamente comprimida, mas pixelizada, pode levar à rejeição da compra). O meio-termo costuma ser a melhor opção.
  • Outro detalhe importante é carregar imagens com tamanhos adaptados a dispositivos móveis. Não podemos cometer erros como carregar uma imagem de 2400px que precisa ser processada e adaptada para dispositivos móveis.
  • Evite o uso excessivo de pixels e tome cuidado para não injetar scripts que não estão sendo usados.
  • Em projetos onde temos maior controle sobre o desenvolvimento, podemos considerar a redução de arquivos CSS e scripts ou até mesmo a diminuição de código não utilizado. Em projetos com mais dependências técnicas e tamanhos maiores, é mais difícil ter um impacto significativo nesses aspectos.

DICA Ao usar a técnica de lazy loading lembre-se de especificar a altura e largura de todas as imagens evitando impactos negativos ao seu CLS (Cumulative Layout Shift).

Como podemos diagnosticar as Core Web Vitals? Antes de analisarmos as ferramentas disponíveis, vale a pena mencionar os dados de campo e os dados de laboratório.

Sobre os dados de campo:

  • São provenientes de usuários reais (Relatório de UX do Chrome – CrUX).
  • Baseiam-se em uma média de 28 dias.
  • É isso que o Google usa para avaliar seu site.

Você pode encontrar esses dados no PageSpeed Insights e no Google Search Console. Sua maior desvantagem? As alterações não são refletidas imediatamente.

Sobre os dados de laboratório:

  • São gerados por ferramentas em condições controladas.
  • São usados para diagnóstico e teste.
  • Não representam necessariamente o uso real.

Você pode encontrar esses dados no PageSpeed Insights, Lighthouse e Chrome DevTools.

Quais ferramentas estão disponíveis e como você pode usá-las?

  1. Google Search Console: Ideal para uma visão geral abrangente com base em dados de campo.
Relatório de Core Web Vitals no Google Search Console, utilizando dados do Chrome UX Report. O relatório mostra que 68 URLs estão classificadas como 'Good' (bom desempenho), enquanto 37 URLs precisam de melhorias, com 1 problema identificado. Nenhuma URL apresenta desempenho ruim. As métricas de Core Web Vitals são essenciais para SEO e experiência do usuário, sendo um ponto de atenção para implementações de analytics e otimização de performance.
Relatório de Core Web Vitals no Google Search Console, utilizando dados do Chrome UX Report. O relatório mostra que 68 URLs estão classificadas como 'Good' (bom desempenho), enquanto 37 URLs precisam de melhorias, com 1 problema identificado. Nenhuma URL apresenta desempenho ruim. As métricas de Core Web Vitals são essenciais para SEO e experiência do usuário, sendo um ponto de atenção para implementações de analytics e otimização de performance.
  1. PageSpeed Insights: Combina dados de campo e de laboratório no nível da URL. Uma boa prática no comércio eletrônico é analisar uma URL de cada tipo, por exemplo, uma página de produto, uma listagem ou categoria, uma página de campanha ou uma página de localização de lojas.
Relatório do PageSpeed Insights para a versão mobile do site nike.com/gb, com avaliação 'Failed' nos Core Web Vitals. O Largest Contentful Paint (LCP) de 2,8 segundos está acima do recomendado (2,5s), contribuindo para a falha na avaliação. As demais métricas, como INP (204 ms) e CLS (0), estão dentro dos limites aceitáveis. Este relatório é essencial para equipes de performance e SEO identificarem oportunidades de otimização de carregamento e experiência do usuário.
Relatório do PageSpeed Insights para a versão mobile do site nike.com/gb, com avaliação 'Failed' nos Core Web Vitals. O Largest Contentful Paint (LCP) de 2,8 segundos está acima do recomendado (2,5s), contribuindo para a falha na avaliação. As demais métricas, como INP (204 ms) e CLS (0), estão dentro dos limites aceitáveis. Este relatório é essencial para equipes de performance e SEO identificarem oportunidades de otimização de carregamento e experiência do usuário.

Se os dados do CrUX estiverem disponíveis para o seu site, você poderá acessar o Histórico e ver como todas as métricas evoluíram. Portanto, ao clicar ali, você abrirá o Relatório CRUX no CrUX Vis.

Relatório do Chrome UX Report (CrUX Vis) para o site nike.com.br, avaliando a experiência real dos usuários em dispositivos móveis. O desempenho de carregamento (LCP) é classificado como 'bom', mas a interatividade (INP) e a estabilidade visual (CLS) são 'ruins', sendo que o CLS apresenta tendência de melhora. Este diagnóstico orienta equipes de performance a priorizar otimizações de interatividade e estabilidade visual para melhorar a experiência do usuário e o ranking nos mecanismos de busca.
Relatório do Chrome UX Report (CrUX Vis) para o site nike.com.br, avaliando a experiência real dos usuários em dispositivos móveis. O desempenho de carregamento (LCP) é classificado como 'bom', mas a interatividade (INP) e a estabilidade visual (CLS) são 'ruins', sendo que o CLS apresenta tendência de melhora. Este diagnóstico orienta equipes de performance a priorizar otimizações de interatividade e estabilidade visual para melhorar a experiência do usuário e o ranking nos mecanismos de busca.

No Page Speed Insights, você também encontrará informações específicas sobre desempenho e, mais abaixo, recomendações para resolver quaisquer problemas.

  1. Lighthouse: Muito útil para testes rápidos em um ambiente local, interessante para definir cenários reproduzíveis (mesma limitação de velocidade, mesmo dispositivo) e para poder executar testes antes e depois de implementar melhorias.
Relatório de desempenho do Lighthouse para o site da Nike, mostrando uma pontuação geral de 85 para dispositivos móveis. O relatório exibe os resultados de auditorias individuais: Desempenho 72, Acessibilidade 89, Melhores Práticas 83, SEO 92. Uma marca de seleção verde indica auditorias aprovadas, incluindo hierarquia de títulos adequada, texto alternativo de imagens e configuração de viewport para dispositivos móveis. Ícones de aviso amarelos mostram oportunidades de melhoria, como JavaScript não utilizado e recursos que bloqueiam a renderização. A interface usa um fundo branco limpo com indicadores de métricas coloridos: vermelho para pontuações baixas abaixo de 50, laranja para pontuações de 50 a 89 e verde para pontuações acima de 90.
Relatório de desempenho do Lighthouse para o site da Nike, mostrando uma pontuação geral de 85 para dispositivos móveis. O relatório exibe os resultados de auditorias individuais: Desempenho 72, Acessibilidade 89, Melhores Práticas 83, SEO 92. Uma marca de seleção verde indica auditorias aprovadas, incluindo hierarquia de títulos adequada, texto alternativo de imagens e configuração de viewport para dispositivos móveis. Ícones de aviso amarelos mostram oportunidades de melhoria, como JavaScript não utilizado e recursos que bloqueiam a renderização. A interface usa um fundo branco limpo com indicadores de métricas coloridos: vermelho para pontuações baixas abaixo de 50, laranja para pontuações de 50 a 89 e verde para pontuações acima de 90.

Se você planeja aprimorar as categorias ou páginas de produtos no nível do template, esta é uma ótima maneira de testá-las.

Além disso, você poderá acessar insights e diagnósticos mais específicos para continuar aprimorando, bem como indicar tudo o que está correto nas auditorias aprovadas e obter um resumo das condições de emulação.

Diagnósticos do Lighthouse para o site nike.com, revelando problemas críticos de performance. O tempo de execução de JavaScript (13,4s) e o trabalho da thread principal (24,8s) estão extremamente altos, indicando processamento excessivo no navegador. A carga de rede total de 37.788 KiB (cerca de 37 MB) também é enorme, afetando negativamente o carregamento. Estas métricas sugerem a necessidade de redução de scripts não utilizados, minificação de JavaScript, e otimização geral dos recursos da página para melhorar a experiência do usuário.
Diagnósticos do Lighthouse para o site nike.com, revelando problemas críticos de performance. O tempo de execução de JavaScript (13,4s) e o trabalho da thread principal (24,8s) estão extremamente altos, indicando processamento excessivo no navegador. A carga de rede total de 37.788 KiB (cerca de 37 MB) também é enorme, afetando negativamente o carregamento. Estas métricas sugerem a necessidade de redução de scripts não utilizados, minificação de JavaScript, e otimização geral dos recursos da página para melhorar a experiência do usuário.
  1. Chrome DevTools (guia Desempenho): Perfeitas para analisar o LCP (Loading Content Performance - Desempenho do Carregamento de Página) e a renderização em sites em desenvolvimento, mas não fornecem pontuações ou classificações. Este recurso não gera pontuações ou recomendações automáticas, mas permite registrar o que realmente acontece durante o carregamento ou interação com a página para fins de observação e para identificar as causas de possíveis problemas.
Painel de performance do Chrome DevTools analisando o site nike.com, mostrando excelentes métricas locais: LCP de 0,70s (bem abaixo do limite de 2,5s), INP de 8ms (abaixo do limite de 200ms) e CLS de 0 (ideal). A ferramenta também sugere comparar com dados reais de usuários (Field metrics) via Chrome UX Report para validar se o desempenho observado localmente reflete a experiência real dos visitantes. As interações de teclado são detalhadas em fases de atraso, processamento e apresentação.
Painel de performance do Chrome DevTools analisando o site nike.com, mostrando excelentes métricas locais: LCP de 0,70s (bem abaixo do limite de 2,5s), INP de 8ms (abaixo do limite de 200ms) e CLS de 0 (ideal). A ferramenta também sugere comparar com dados reais de usuários (Field metrics) via Chrome UX Report para validar se o desempenho observado localmente reflete a experiência real dos visitantes. As interações de teclado são detalhadas em fases de atraso, processamento e apresentação.
  1. DebugBear: Especialmente útil para monitorar continuamente as Core Web Vitals, analisar dados de campo e de laboratório e detectar tendências de desempenho ao longo do tempo, tanto no nível da página quanto em templates de e-commerce.
Relatório de performance do DebugBear para o site london.gov.uk, mostrando métricas excelentes: LCP de 958 ms (1,0s) bem abaixo do limite de 2,5s, FCP de 701 ms e CLS de 0. O filmstrip de renderização demonstra o progresso visual do carregamento, com o texto 'We are London' aparecendo gradualmente. O peso da página de 3,04 MB é razoável, e o TTFB de 353 ms indica boa resposta do servidor. Este tipo de relatório é essencial para monitoramento contínuo de performance e SEO.
Relatório de performance do DebugBear para o site london.gov.uk, mostrando métricas excelentes: LCP de 958 ms (1,0s) bem abaixo do limite de 2,5s, FCP de 701 ms e CLS de 0. O filmstrip de renderização demonstra o progresso visual do carregamento, com o texto 'We are London' aparecendo gradualmente. O peso da página de 3,04 MB é razoável, e o TTFB de 353 ms indica boa resposta do servidor. Este tipo de relatório é essencial para monitoramento contínuo de performance e SEO.

A visualização em cascata de requisições fornece informações técnicas detalhadas sobre quais recursos estão sendo carregados em seu site, quanto tempo levam para carregar e como isso afeta o que os usuários podem ver.

Visualização em cascata (Waterfall) do DebugBear mostrando as requisições que impactam o First Contentful Paint (FCP) e Largest Contentful Paint (LCP). Requisições marcadas como 'BLOCKING' (como app.css de 149 KB e fontes do Google Fonts) atrasam a renderização inicial da página. Identificar e otimizar recursos bloqueadores é essencial para melhorar o FCP e LCP, reduzindo o tempo até que o conteúdo principal seja exibido ao usuário.
Visualização em cascata (Waterfall) do DebugBear mostrando as requisições que impactam o First Contentful Paint (FCP) e Largest Contentful Paint (LCP). Requisições marcadas como 'BLOCKING' (como app.css de 149 KB e fontes do Google Fonts) atrasam a renderização inicial da página. Identificar e otimizar recursos bloqueadores é essencial para melhorar o FCP e LCP, reduzindo o tempo até que o conteúdo principal seja exibido ao usuário.

DICA A perfeição não garante um desempenho melhor. Busque os melhores padrões possíveis, analisando a média do seu setor e da concorrência, e comprometa-se com o monitoramento contínuo.

Mobile-First

O conceito de indexação prioritária para dispositivos móveis significa que o Google priorizará a versão mobile do e-commerce, tanto para rastreamento e indexação quanto para o ranqueamento subsequente.

Isso significa que é crucial monitorar a versão mobile em todos os níveis:

  • Certifique-se de que não haja lacunas no conteúdo.
  • Trabalhe na linkagem interna.
  • Tenha a melhor arquitetura possível.
  • Etc.

Portanto, não importa o quão boa seja a versão para desktop, não se esqueça de que o Google sempre estará de olho na versão mobile.

Em um nível estratégico, esse conceito está intimamente ligado à experiência do usuário e também a conceitos de desempenho, como Core Web Vitals e camadas de conversão. Nossa prioridade deve ser cuidar ao máximo de todas as camadas mencionadas na versão mobile.

Siga as recomendações do Google e certifique-se de que nenhum conteúdo ou elemento importante esteja faltando na sua versão mobile.

DICA Tenha muito cuidado ao disponibilizar versões diferentes de conteúdo, links ou dados estruturados em computadores e dispositivos móveis, pois isso pode causar diversos problemas.

JavaScript

Em um nível técnico e estratégico, um aspecto fundamental é o uso de JavaScript no projeto. Isso pode ocorrer de diversas maneiras:

  • O e-commerce é baseado ou construído em um framework JavaScript, como React, Angular ou Vue.
  • O site de e-commerce é construído com um CMS mais tradicional, como Magento, Prestashop, Shopify ou Salesforce Commerce Cloud, mas possui recursos específicos baseados em JavaScript (blocos de links, menus, filtros etc.).

Portanto, é importante estar ciente do grau de dependência das páginas prioritárias ou do conteúdo relevante em relação ao JavaScript, pois isso determinará o grau de risco de não obtermos um bom posicionamento nos mecanismos de busca caso não tenhamos a configuração técnica adequada. Quais são as opções para "fazer certo"?

  • CSR: renderização do lado do cliente renderiza o conteúdo no lado do cliente, ou seja, no navegador. Esta é a pior opção do ponto de vista de SEO.
  • SSR: renderização do lado do servidor renderiza o conteúdo no servidor.
  • Pré-renderização: a pré-renderização gera versões HTML estáticas das páginas antes que o usuário acesse o conteúdo, permitindo que mecanismos de busca e outros sistemas consumam o conteúdo sem precisar executar JavaScript em tempo real.
  • Hidratação: por meio da hidratação, o JavaScript do cliente "ativa" o HTML já renderizado, adicionando interatividade a uma página que foi inicialmente servida como conteúdo estático ou renderizada no servidor.
  • Renderização dinâmica: às vezes, desenvolvemos aplicações web complexas, no modelo SPA (Single Page Application). Eles normalmente dependem de frameworks JavaScript para manipular a interface do usuário.
TécnicaOnde o conteúdo é renderizadoOtimização para SEODesempenho percebidoComplexidade técnicaUso recomendado em e-commerce
CSRNo navegador do usuárioBaixa/problemáticaCarregamento inicial lentoMédiaEvitar para conteúdo crítico para SEO (produtos, categorias, páginas indexáveis)
SSRNo servidor, antes EntregaAltaBoaAltaIdeal para sites de e-commerce complexos com conteúdo dinâmico e necessidades de SEO
Pré-renderizaçãoHTML pré-gerado (construído ou em cache)Muito altaMuito rápidaMédiaAltamente recomendada para páginas de produtos, landing pages e conteúdo estável
HidrataçãoJS executado no cliente sobre HTML pré-renderizadoNeutra/dependenteVariávelMédiaAdicione interatividade sem comprometer a experiência do usuário indexabilidade

Se analisarmos como o Google trabalha com JavaScript, veremos que ele processa as páginas em três fases: rastreamento → renderização → indexação.

No rastreamento inicial, o Google baixa o HTML e avalia o robots.txt, os metadados e os links. Em seguida, se julgar necessário, a página é enviada para uma fila de renderização, onde um navegador sem interface gráfica (Chrome) executa o JavaScript para gerar o HTML completo que será indexado.

Estes pontos são muito importantes para o nosso projeto de SEO para e-commerce:

  • Sempre que possível, renderize o conteúdo no HTML inicial (SSR, pré-renderização). Isso evita que elementos importantes sejam relegados à fase de renderização, onde o Google pode levar muito tempo para processá-los ou até mesmo não processá-los.
  • Importante: evite bloquear recursos de JavaScript e CSS no robots.txt. Este é um ponto crítico, pois, se forem bloqueados, o Google não poderá renderizar ou indexar a página completamente.

Isso esclarece as opções disponíveis e a abordagem geral do Google em relação ao JavaScript, mas, novamente, não podemos nos concentrar apenas no Google; Também devemos considerar os LLMs (Learning Linking Methods) e os sistemas de busca assistidos por IA, como Gemini, ChatGPT, Perplexity e Claude.

Esses sistemas nem sempre conseguem processar JavaScript da mesma forma que o Google ou um navegador moderno; portanto, sempre que possível, deve-se priorizar a acessibilidade do e-commerce desde o HTML inicial, utilizando SSR (Server-Side Rendering), pré-renderização e hidratação controlada.

DICA A hidratação em JavaScript é o processo de transformar um código HTML estático, renderizado no servidor, em uma aplicação interativa no navegador.

Por fim, de um ponto de vista puramente estratégico, considerar o uso de JavaScript apenas quando necessário para garantir uma base semântica sólida e acessível não é uma decisão trivial, pois isso afetará diretamente não só o SEO, mas também a experiência do usuário e a visibilidade atual e futura nos ecossistemas de busca tradicionais e baseados em IA.

DICA Menos é mais. Procure tomar decisões sobre a stack de tecnologias que sejam o mais equilibradas possível para o produto, o negócio e SEO. O uso de JavaScript pode ter vantagens em termos de interação e resultados visuais, mas os custos e a dívida técnica, bem como os impactos na renderização e acessibilidade dos LLMs, devem ser considerados.

Dados Estruturados

Outro elemento essencial em um projeto de e-commerce é a implementação de dados estruturados por meio da marcação Schema. Isso reduz a ambiguidade com que os mecanismos de busca e os sistemas baseados em IA interpretam o conteúdo de um site.

Embora essa marcação não proporcione uma melhoria direta no ranqueamento, ela facilita uma compreensão semântica maior e melhor, além de reforçar a consistência no uso de entidades, produtos, marcas etc.

Podemos dizer que essa marcação atualmente fornece um contexto explícito, necessário em tempos em que o ecossistema orgânico está se expandindo para diferentes plataformas, com e sem IA.

Dependendo do tipo de página em nosso site de e-commerce, podemos geralmente adotar a seguinte abordagem:

  • Página inicial: é particularmente recomendável usar Organization ou WebSite, combinado com SearchAction (para buscas internas) e sameAs, que permite que a marca seja vinculada a perfis oficiais (redes sociais, marketplaces, Wikipedia, Google Business Profile).
  • Listagens de produtos: a recomendada é Product (com recursos principais como Offer, AggregateRating e Review).
  • Categorias ou listas: o foco deve estar na ItemList e no relacionamento correto com as entidades de Product.
  • Conteúdo editorial ou guias: Articles ou BlogPosting ajudam a contextualizar o conteúdo, além de características específicas como data, autor, etc.
  • Páginas específicas do autor. Você pode considerar o uso de ProfilePage para fornecer maior clareza.
  • Páginas corporativas ou de marca: Organization, Brand e talvez BreadcrumbList são essenciais.
  • Conteúdo de perguntas frequentes: usar a FAQPage permite estruturar perguntas e respostas frequentes, melhorar a compreensão semântica e facilitar a reutilização em resultados avançados e sistemas baseados em LLM, desde que o conteúdo seja visível e relevante para o usuário, seja em categorias, produtos ou páginas de perguntas frequentes específicas.
  • Localizador de lojas: é essencial usar o LocalBusiness (ou subtipos como Store), juntamente com propriedades como address, hours, geolocation e sameAs, conectando cada ponto de venda aos seus perfis locais.

DICA Como cada projeto é único, o melhor conselho neste momento é, antes de implementar qualquer coisa, analisar e refletir sobre quais informações provavelmente serão marcadas, quais entidades podemos incluir por página, quais são as menções internas e externas e, sobretudo, com que rapidez essas menções estão crescendo, a fim de ter um plano de implementação, mas também um plano de manutenção para poder atualizar as marcações e estar sempre preparado e com foco semântico.

Dicas para evitar problemas

  • Alinhe as equipes e crie uma cultura de SEO. Estabeleça uma estrutura comum e evite decisões isoladas que possam impactar negativamente o projeto.
  • Pense mais em regras e sistemas do que em ações isoladas. Em vez de tratar as páginas como indivíduos implementados manualmente, tente criar um sistema para cada tipo de implementação, de forma que seja sempre feito da mesma maneira. Por exemplo: estabeleça um número mínimo de itens a serem exibidos em uma categoria; se esse número não for atingido, a categoria não poderá ser criada. Isso nos permite antecipar problemas arquitetônicos que frequentemente levam à indexação de muitas páginas com pouco conteúdo, duplicação e valor mínimo.
  • Documente o "porquê" por trás das decisões técnicas. Ter um histórico do porquê de certas decisões terem sido tomadas permite avaliar os riscos antes de fazer alterações e evita repetir erros do passado.
  • Valide antes de implementar alterações importantes ou arriscadas. A prevenção requer ambientes de teste bem definidos e critérios de validação claros. A ideia é poder testar as alterações em pequena escala e confirmar se os resultados são os esperados antes de implementá-las globalmente.
  • Priorize a simplicidade e a consistência. Com o aumento da complexidade no e-commerce, a probabilidade de falhas também aumenta. Optar por soluções simples, consistentes e de fácil manutenção — mesmo que não sejam as mais "modernas" — facilita a escalabilidade, reduz a dívida técnica e minimiza problemas a longo prazo.

6. Conteúdo, Autoridade e EEAT

Na era da IA, muitas empresas de e-commerce se fazem a já conhecida pergunta: posso automatizar a geração de conteúdo na minha loja?

Não existe uma resposta simples e fácil para essa pergunta. Os fatores-chave são quem você é e que tipo de conteúdo precisa criar; esses serão os fatores decisivos.

Apesar de vivermos em uma era em que é fácil gerar conteúdo e existem muitos sistemas disponíveis para isso, em 2026 a qualidade, a originalidade e a autenticidade continuarão sendo importantes, então precisamos entender o que pode ser feito a respeito e focar em como fazê-lo.

Isso provavelmente ressoa muito mais se combinarmos com as questões de E-E-A-T (Experiência, Autoridade e Confiabilidade). Se o seu setor se enquadra no chamado YMYL (Your Money or Your Life - Você Compra Seu Próprio Dinheiro), você terá que se dedicar muito mais, mas, em qualquer caso, experiência e conhecimento continuam a guiar a confiança do usuário, então tenha cuidado com o conteúdo que você automatiza.

Descrições exclusivas versus cópias do fabricante

Um dos maiores desafios da última década tem sido agregar valor quando as descrições dos produtos vêm do fabricante, e é preciso encontrar maneiras de integrá-las aos fluxos de produtos e canais online.

Conteúdo que consiste em fatos inequívocos ou dados numéricos relacionados a um produto é, sem dúvida, potencialmente automatizável. Tabelas de detalhes, especificações técnicas, etc., são candidatos perfeitos para economizar tempo.

No entanto, tudo o que envolve experiência, conhecimento e a resolução dos problemas dos usuários deve ser apoiado por uma pessoa real, um especialista que possa colocar seu perfil a serviço do e-commerce.

A melhor coisa que qualquer empresa de e-commerce pode fazer agora é ter especialistas em suas equipes que dominem sua área de atuação não apenas no trabalho diário, mas também como a face visível na web e em conteúdo audiovisual. Essa seria a forma de fechar o ciclo: conteúdo valioso, autoridade, experiência, foco no cliente...

Um exemplo discreto disso é a loja de instrumentos musicais Thomman, que mostra a equipe responsável por cada área, mesmo que apenas no nível de suporte, mas deixa claro que conta com diferentes especialistas.

Centros de Conteúdo e Guias de Compra

Um tipo de conteúdo mais informativo ou comercial, anterior à transação e que pode influenciar a decisão de compra, são os guias de compra e outros centros de conteúdo próximos à conversão.

Por exemplo, seguindo exemplos no esporte, como escolher tênis de corrida ou o tamanho certo de bicicleta, podemos extrair diversas dicas valiosas de marcas que já trabalham com isso:

  • Os especialistas que assinam o guia de compras apoiam os sinais da EEAT e, se forem reconhecidos no setor, desempenharão um papel fundamental na conversão.

    Página de FAQ da Decathlon sobre guia de tamanhos de bicicletas, combinando conteúdo de suporte (perguntas frequentes) com elemento de autoridade (perfil do especialista Nick Frendo). Este tipo de página é valioso para analytics por capturar intenção de pesquisa e dúvidas comuns dos usuários. Interações como cliques nas perguntas ('+') indicam interesse em tópicos específicos, enquanto o perfil do especialista pode gerar confiança e influenciar decisões de compra, sendo possível rastrear eventos de engajamento com o conteúdo e cliques no call-to-action para explorar produtos.
    Página de FAQ da Decathlon sobre guia de tamanhos de bicicletas, combinando conteúdo de suporte (perguntas frequentes) com elemento de autoridade (perfil do especialista Nick Frendo). Este tipo de página é valioso para analytics por capturar intenção de pesquisa e dúvidas comuns dos usuários. Interações como cliques nas perguntas ('+') indicam interesse em tópicos específicos, enquanto o perfil do especialista pode gerar confiança e influenciar decisões de compra, sendo possível rastrear eventos de engajamento com o conteúdo e cliques no call-to-action para explorar produtos.

DICA Se os especialista forem pessoas reconhecidas no mercado, com websites próprios e redes sociais. Lembre de usar um Schema como o Person, e usar sameAs para seus canais digitais.

  • Inclua não apenas todas as perguntas que um usuário possa se fazer antes de comprar, mas também todas as objeções relacionadas ao produto ou ao seu uso, todos os tipos e contextos em que o produto pode ser utilizado — quanto mais completo, melhor. Além disso, utilize formatos visuais atraentes que chamem a atenção e sejam fáceis de assimilar.

    Página de conteúdo educacional da Asics, fornecendo um guia prático de 8 dicas para escolher tênis de corrida. Este tipo de conteúdo é valioso para analytics por capturar usuários em estágio de consideração/pesquisa, antes da compra. Interações como rolagem, tempo de permanência e cliques em links internos (ex: para produtos relacionados a cada dica) podem ser rastreadas para entender quais fatores mais influenciam a decisão de compra (ex: amortecimento, tipo de terreno, pegada). O conteúdo também pode alimentar recomendações personalizadas e segmentação por estágio do funil.
    Página de conteúdo educacional da Asics, fornecendo um guia prático de 8 dicas para escolher tênis de corrida. Este tipo de conteúdo é valioso para analytics por capturar usuários em estágio de consideração/pesquisa, antes da compra. Interações como rolagem, tempo de permanência e cliques em links internos (ex: para produtos relacionados a cada dica) podem ser rastreadas para entender quais fatores mais influenciam a decisão de compra (ex: amortecimento, tipo de terreno, pegada). O conteúdo também pode alimentar recomendações personalizadas e segmentação por estágio do funil.

Link Building / Relações Públicas em 2026

Em 2026, continuará sendo importante trabalhar na obtenção de links por meio de estratégias de relações públicas e da geração de conteúdo valioso. Vejamos algumas ideias:

  • Colaborações com influenciadores e blogueiros
  • Envio de conteúdo especializado e relevante para a mídia geral e local
  • Geração de conteúdo "linkável" por meio de estudos, infográficos, e-books e opiniões de especialistas
  • Conteúdo gerado pelo usuário por meio de fóruns ou pela criação de sua própria comunidade.

Além disso, tanto os links tradicionais quanto as menções em diferentes conteúdos e plataformas (destaque) são úteis, pois são utilizados pelos próprios mecanismos de busca e as respostas são influenciadas pelo consenso geral do setor em relação à nossa expertise e à nossa presença ao lado de outros players do mercado (ocorrência simultânea).

Grandes orçamentos continuarão a ter vantagem, e equipes ágeis e criativas terão grandes oportunidades de se destacar nas respostas e nos resultados.

SEO Local

Quando o e-commerce também possui presença física, podemos adicionar uma camada extra à estratégia da página de localização de lojas: o Google Meu Negócio. Portanto, além de criarmos uma série de páginas no site, com províncias, cidades ou até mesmo bairros, para criar nosso diretório de lojas, também devemos nos concentrar no conteúdo e na vinculação com o mapa.

Cada listagem deve conter o nome, endereço e telefone corretos, com conteúdo diferenciado em termos de serviços, produtos ou valor agregado para cada loja, bem como horário de funcionamento e uma abordagem bem focada na página.

Para garantir a consistência do NAP (Nome, Endereço e Telefone), é altamente recomendável vincular cada página ao mapa e à listagem do Google Meu Negócio para conectar o site à entidade local.

Em relação à listagem em GBP:

  • Seleção correta de categorias principais e secundárias
  • Definição detalhada de produtos/serviços
  • Uso de fotografias de alta qualidade que representem as instalações reais
  • Tente obter avaliações positivas em tempo hábil
  • Link para o URL do localizador de lojas do site, usando um parâmetro "utm" para rastrear o tráfego
  • Trabalhe com menções e links externos

A marcação com Schema LocalBusiness, como mencionado anteriormente, também é fundamental para consistência e coerência:

  • Consistência de dados e links + listagem em GBP
  • Conteúdo bem estruturado com sinais locais
  • Obtenção de avaliações, menções e links

DICA Monitore o sentimento das avaliações e você poderá identificar insights para melhorar seu produto ou serviço. Ao obter avaliações, tente integrá-las aos seus fluxos de pré e pós-venda, sem criar atrito ou forçar o usuário.

Conteúdo gerado pelo usuário (UGC)

UGC significa User-generated content e se refere ao conteúdo criado por usuários fora do ambiente de e-commerce. Tornou-se um ativo fundamental para projetos de e-commerce, pois proporciona confiança e autenticidade.

Avaliações, classificações, fotos, vídeos e comentários refletem experiências reais dos clientes e funcionam como sinais de prova social, reduzindo o atrito na decisão de compra. Portanto, encontrar maneiras de explorar o CGU fortalecerá a credibilidade geral do e-commerce.

Do ponto de vista de SEO, o UGC oferece principalmente um componente de naturalidade e novidade que é escalável e alinhado à linguagem real dos usuários. Dessa forma, sua integração às lojas pode enriquecer as páginas de produtos com termos de cauda longa, variações semânticas e contexto adicional que os mecanismos de busca e as LLMs valorizam positivamente. Sem dúvida, fortalece a experiência do usuário, conectando SEO, otimização da taxa de conversão (CRO) e a marca dentro do ecossistema do e-commerce.

Comércio em Vídeo

Com a expansão do ecossistema orgânico atual, as oportunidades com o formato de vídeo dispararam, constituindo um ativo estratégico para projetos de SEO em e-commerce e a capacidade de alcançar um público muito maior (Geração Z e além).

Plataformas como YouTube, TikTok e Instagram desempenham um papel fundamental na jornada do cliente, principalmente na fase de descoberta, e atuam como plataformas com suas próprias regras, o que multiplica as oportunidades de ganhar visibilidade: os vídeos podem ser posicionados em cada plataforma e as URLs de cada plataforma também podem ser posicionados no Google.

Além disso, plataformas de vídeo como o YouTube são uma das fontes mais citadas por ferramentas como o ChatGPT, de acordo com estudos conduzidos pela Semrush, que coincidem com outras ferramentas ou empresas do setor.

Estudo do Semrush (outubro de 2025) identificando os domínios mais citados por Large Language Models como ChatGPT, Google AI Mode e Perplexity. O Reddit lidera como fonte mais referenciada, seguido por LinkedIn, Wikipedia, Medium e YouTube. Para profissionais de SEO e analytics, estes dados indicam quais domínios são considerados fontes de autoridade pelos modelos de IA, influenciando estratégias de conteúdo, link building e otimização para busca generativa (Generative Engine Optimization - GEO).
Estudo do Semrush (outubro de 2025) identificando os domínios mais citados por Large Language Models como ChatGPT, Google AI Mode e Perplexity. O Reddit lidera como fonte mais referenciada, seguido por LinkedIn, Wikipedia, Medium e YouTube. Para profissionais de SEO e analytics, estes dados indicam quais domínios são considerados fontes de autoridade pelos modelos de IA, influenciando estratégias de conteúdo, link building e otimização para busca generativa (Generative Engine Optimization - GEO).

A estratégia principal aqui é incorporar à nossa estratégia de e-commerce quais conteúdos serão exclusivos para plataformas de vídeo, quais serão integrados e expandidos em conteúdo puramente textual e como gerar um fluxo de reutilização ou amplificação entre texto e vídeo.

A boa notícia é que existem diretrizes específicas para o YouTube e o TikTok, o que facilita a otimização do conteúdo em vídeo.

Portanto, entender como as diferentes plataformas funcionam e o que cada uma valoriza nos ajudará a focar nossos vídeos em:

  • gerar ideias iniciais;
  • definir o tipo e o objetivo do vídeo (análise, tutorial, comparação, demonstração, conteúdo gerado pelo usuário, etc.);
  • criar roteiros;
  • definir ganchos e maneiras de engajar o público;
  • trabalhar em títulos e descrições alinhados à intenção de busca;
  • otimizar outros aspectos dependendo da plataforma (capítulos, timestamps, thumbnails, etc.).

É claro que, nos casos em que pudermos integrar vídeos em páginas de produtos, categorias ou conteúdo mais editorial, isso deve ser acompanhado por dados estruturados, como o VideoObject, incluindo propriedades como título, descrição, duração e URL.

Isso nos ajudará a melhorar a indexação e também nos dará oportunidades de sermos citados por LLMs, onde, como já mencionamos, o YouTube está se consolidando como uma das maiores fontes de referência.

DICA Em relação à diferença entre vídeos longos e curtos, considere como você pode desenvolver uma estratégia de reciclagem, extrair trechos e combinar o que funciona melhor em uma plataforma com o que funciona melhor em outras para testar se é possível expandir o sucesso de algumas plataformas para outras.

7. SEO Sazonal

Existem muitas situações em que um projeto de SEO para e-commerce exige foco, como a alteração momentânea ou temporária de URLs, mas podemos prever quando isso ocorrerá. Em outras ocasiões, teremos o fator imprevisibilidade, mas podemos contar com sistemas que nos auxiliam a agir.

URLs permanentes

Uma primeira consideração a ter em mente é como abordamos as URLs do e-commerce.

Quando falamos de datas especiais como o Dia dos Namorados ou o Natal, devemos ter em mente um conceito que às vezes é negligenciado:

  • Para esses tipos de datas, sempre queremos nos posicionar para o futuro, ou seja, para a próxima data, nunca para as anteriores.
  • Por esse motivo, a natureza desses eventos significa que não precisamos de um repositório de URLs com todos os Natais dos últimos 20 anos.
  • É por isso que, nesse tipo de campanha ou evento, é preferível usar sempre a mesma URL e atualizar o conteúdo com antecedência para que o conteúdo correto seja indexado a tempo.

Se você encontrar situações em seu projeto em que haja buscas por campanhas ou datas passadas, isso é um sinal de que você poderia criar um repositório para continuar o posicionamento para anos anteriores.

Se essas buscas não ocorrerem em sua campanha ou data, concentre-se em reciclar a URL e usar a mesma todos os anos, alterando apenas o conteúdo, os metadados e os links internos.

Ciclos de planejamento e antecipação

Ao trabalharmos pela primeira vez em uma campanha sazonal, como a Black Friday, por exemplo, devemos considerar estes detalhes:

  • Estamos olhando para o futuro ou para o passado?
  • Com quantos meses de antecedência as buscas começam?

Podemos responder à primeira pergunta com qualquer ferramenta que forneça dados de pesquisa, como keywordtool.io ou similar.

Análise de palavras-chave no Keyword Tool para o termo 'black friday nike', revelando picos sazonais de busca. O termo 'black friday nike 2025' apresenta volume de busca de 1.000 e aumento exponencial de +120.900% na tendência, indicando pico de interesse próximo ao evento. A competição é alta (100) e os lances por clique variam entre €0,11 e €0,61. Para estratégias de SEO e Google Ads, estes dados sugerem oportunidades de campanhas sazonais com foco no ano corrente, utilizando palavras-chave de cauda longa (ex: 'black friday nike 2026') com menor competição para capturar intenção de busca específica.
Análise de palavras-chave no Keyword Tool para o termo 'black friday nike', revelando picos sazonais de busca. O termo 'black friday nike 2025' apresenta volume de busca de 1.000 e aumento exponencial de +120.900% na tendência, indicando pico de interesse próximo ao evento. A competição é alta (100) e os lances por clique variam entre €0,11 e €0,61. Para estratégias de SEO e Google Ads, estes dados sugerem oportunidades de campanhas sazonais com foco no ano corrente, utilizando palavras-chave de cauda longa (ex: 'black friday nike 2026') com menor competição para capturar intenção de busca específica.

As pesquisas retrospectivas são residuais, exceto para 2025, que é o ano que acabou de terminar.

Para responder à segunda pergunta, podemos usar o Google Trends e observar várias tendências.

Análise do Google Trends para 'Black Friday Nike' demonstrando um forte padrão sazonal de busca. Os picos anuais coincidem com o período da Black Friday (novembro), com interesse máximo (100) repetindo-se consistentemente ano após ano. Para estratégias de marketing e analytics, este padrão indica o momento ideal para campanhas sazonais, preparação de estoque, e ativação de tags de remarketing. A sazonalidade previsível permite planejamento antecipado de conteúdo, SEO e orçamento de anúncios para capturar o pico de demanda.
Análise do Google Trends para 'Black Friday Nike' demonstrando um forte padrão sazonal de busca. Os picos anuais coincidem com o período da Black Friday (novembro), com interesse máximo (100) repetindo-se consistentemente ano após ano. Para estratégias de marketing e analytics, este padrão indica o momento ideal para campanhas sazonais, preparação de estoque, e ativação de tags de remarketing. A sazonalidade previsível permite planejamento antecipado de conteúdo, SEO e orçamento de anúncios para capturar o pico de demanda.

De forma geral, a tendência desde 2019 tem sido de queda. Em particular, o interesse começa a aumentar a partir do verão.

Portanto, na primeira vez que quisermos trabalhar em nossa campanha sazonal, precisaremos estar indexados antes do verão.

Quais obstáculos podemos encontrar?

Em termos de negócios e produtos, pode haver resistência em exibir o catálogo com as ofertas especiais da Black Friday com tantos meses de antecedência.

Portanto, precisaremos preparar conteúdo que nos ajude a ser indexados antes que as buscas disparem e, à medida que a data se aproxima, atualizar os produtos.

Assim que o evento da Black Friday terminar, podemos começar a preparar a página para o evento do próximo ano, sem pressa. O mais importante é manter a página indexada e dar a ela o destaque necessário antes que as buscas para o próximo ano comecem.

Em resumo:

  • Não usamos o ano na URL.
  • Indexamos antes que as buscas disparem.
  • Reindexamos com o conteúdo final antes do dia exato.
  • Após a data, removemos o link, mas não desindexamos a página.
  • Antes que as buscas para o ano seguinte disparem, otimizamos a página com o novo ano, conteúdo relevante, etc.
  • E assim por diante, todos os anos.

Centros de conteúdo

Podemos hospedar determinados centros de conteúdo relacionados à sazonalidade ou campanhas associadas a uma data específica. Alguns exemplos são:

  • Promoções
  • Presentes
  • Black Friday
  • Dia dos Namorados
  • Natal

É interessante identificar, antes de tudo:

  • Se as buscas ocorrem de forma contínua, mas depois apresentam um pico ou aumento repentino
  • Se as buscas ocorrem apenas em um período específico

Continuando com o exemplo da Nike, podemos observar a evolução geral:

Análise do Google Trends comparando buscas por 'nike gifts for men' e 'nike gifts for women', revelando um forte padrão sazonal com picos consistentes em dezembro de cada ano. A anotação confirma a tendência: 'As buscas sempre aumentam em Dezembro'. Para estratégias de marketing e analytics, estes dados indicam a oportunidade de campanhas direcionadas por gênero durante a temporada de Natal. O comportamento similar entre os termos sugere demanda equilibrada, permitindo segmentação equivalente em ações de SEO, Google Ads e preparação de estoque sazonal.
Análise do Google Trends comparando buscas por 'nike gifts for men' e 'nike gifts for women', revelando um forte padrão sazonal com picos consistentes em dezembro de cada ano. A anotação confirma a tendência: 'As buscas sempre aumentam em Dezembro'. Para estratégias de marketing e analytics, estes dados indicam a oportunidade de campanhas direcionadas por gênero durante a temporada de Natal. O comportamento similar entre os termos sugere demanda equilibrada, permitindo segmentação equivalente em ações de SEO, Google Ads e preparação de estoque sazonal.

A tendência está crescendo, tanto para homens quanto para mulheres, com sazonalidade bastante acentuada.

Se analisarmos o último ano em detalhes, podemos obter mais informações:

Análise do Google Trends para o período específico de janeiro a outubro de 2025, mostrando a evolução do interesse de busca por 'nike gifts for men' e 'nike gifts for women'. A anotação 'Começa a aumentar' identifica o ponto a partir do qual as buscas iniciam sua trajetória ascendente em direção ao pico sazonal de dezembro. Para estratégias de marketing e analytics, este insight é valioso para ativar campanhas de pré-temporada, escalar investimentos em mídia e ajustar tags de remarketing no momento exato em que o interesse do consumidor começa a crescer, maximizando o retorno sobre o investimento sazonal.
Análise do Google Trends para o período específico de janeiro a outubro de 2025, mostrando a evolução do interesse de busca por 'nike gifts for men' e 'nike gifts for women'. A anotação 'Começa a aumentar' identifica o ponto a partir do qual as buscas iniciam sua trajetória ascendente em direção ao pico sazonal de dezembro. Para estratégias de marketing e analytics, este insight é valioso para ativar campanhas de pré-temporada, escalar investimentos em mídia e ajustar tags de remarketing no momento exato em que o interesse do consumidor começa a crescer, maximizando o retorno sobre o investimento sazonal.

Existe uma tendência de busca constante, porém residual, ao longo do ano, que aumenta após setembro e atinge o pico em novembro e dezembro. Esses são os meses em que a Black Friday, a Cyber Monday e o Natal coincidem.

O que isso nos diz?

Definitivamente, devemos manter nossa página de natal disponível o ano todo, embora devamos dar mais destaque a ela no último trimestre do ano.

Algumas dicas para criá-la:

  • Identifique a demanda existente para o seu projeto relacionado a campanhas sazonais.
  • Menos é mais. Não crie páginas para volumes pequenos. É preferível agrupar e criar uma estrutura mais consistente e de fácil manutenção, usando clusters.
  • Links são essenciais. Sim, em 2026, eles ainda serão um dos pilares do sucesso.

Gestão de Produtos Fora de Estoque

Sem dúvida, este é um dos maiores "desafios de SEO" enfrentados por lojas online, colocando sua estratégia à prova e testando se ela supera suas táticas.

Criar sistemas é uma decisão que vai além da implementação de ações isoladas.

Vamos analisar o que priorizar quando um produto está fora de estoque, através de algumas soluções possíveis.

Manter a página ativa (para estoque temporário)
  • Recomendado quando o produto estará de volta em breve.
  • Manter a URL, indicando claramente que o produto está fora de estoque.
  • Utilizar o esquema de disponibilidade para indicar a situação atual.
  • Manter conteúdo útil (fotos, descrições, produtos relacionados).

Vantagens: Você mantém a autoridade, links, tráfego e posicionamento nos mecanismos de busca.

Quando usar: Para reabastecimentos curtos.

Redirecionar a página (para transições longas ou produtos substituídos)
  • Redirecionamento permanente 301: para a categoria ou produto equivalente.
  • Redirecionamento temporário 302: se você planeja reabastecer o estoque, mas a longo prazo.

Vantagens: Você pode transferir a autoridade para URLs relevantes.

Atenção Certifique-se de que a página de destino seja realmente equivalente para não confundir o usuário ou o Google.

Exclua a URL (quando ela não tiver valor para SEO)
  • Use um erro 404/410 se não houver intenção de repor o estoque e não houver pesquisas relevantes.
  • Atualize os links internos para evitar erros 404 desnecessários.

Resultado: Limpeza do índice, mas você perde os sinais de SEO acumulados.

Quando: Produtos sem histórico de visitas ou links e sem intenção de reposição de estoque.

Como escolher uma abordagem

Antes de decidir, verifique:

  • A página recebe tráfego orgânico?
  • Ela possui links de entrada externos ou internos?
  • Há intenção de busca relacionada a este produto?

Se sim para as perguntas acima → considere opções para manter ou redirecionar e reutilizar a autoridade.

Se não → considere excluir ou não indexar.

Lembre-se de que ativar um redirecionamento permanente por padrão para qualquer produto, seja ele fora de estoque ou que nunca mais estará disponível, pode causar problemas de rastreamento e consumo de crawl budget se o seu projeto for grande.

Além disso, isso fará com que muitas páginas não indexadas apareçam no seu Google Search Console, portanto, leve isso em consideração antes de tomar sua decisão.

DICA Lembre-se de que ativar um redirecionamento permanente por padrão para qualquer produto, seja ele fora de estoque ou que nunca mais estará disponível, pode causar problemas de rastreamento e consumo de crawl budget se o seu projeto for grande.

Além disso, isso fará com que muitas páginas não indexadas apareçam no seu Google Search Console, portanto, leve isso em consideração antes de tomar sua decisão.

Gestão da Página "Em Breve"

Os lançamentos são um caso à parte, especialmente quando esses produtos já geraram naturalmente grande expectativa no setor e os usuários aguardam ansiosamente o dia da compra.

Um exemplo característico disso são os tênis, onde modelos especiais são lançados periodicamente, sejam designs exclusivos ou reedições de modelos retrô, gerando grande entusiasmo nas redes sociais, às vezes até mesmo a partir de rumores que nunca se concretizam.

Os maiores obstáculos nessas situações:

  • Se você é um distribuidor, depende da marca para fornecer materiais de divulgação do produto antes mesmo de ter o produto e a página de vendas.
  • Você pode não ter todos os detalhes oficiais finais, então deve considerar dividir a indexação em várias fases.

Assim que os rumores de lançamentos começam a circular, os sites começam a publicar e atualizar seus calendários. Por exemplo, já se sabe que em fevereiro e março serão lançados diversos modelos muito procurados, como as colaborações com a Off-White.

Análise do Google Trends para lançamentos de tênis colaborativos da Jordan Brand ('Levi's x Air Jordan 3' e 'Air Jordan 1 Alaska'), mostrando picos agudos de interesse associados a notícias e rumores de lançamento. Este padrão é típico de produtos de edição limitada e alta expectativa. Para estratégias de marketing e analytics, identificar esses picos permite rastrear o impacto de campanhas de teaser, planejar estoque para demanda antecipada, e ativar gatilhos de remarketing para capturar usuários no momento de maior intenção de compra durante janelas de lançamento curtas.
Análise do Google Trends para lançamentos de tênis colaborativos da Jordan Brand ('Levi's x Air Jordan 3' e 'Air Jordan 1 Alaska'), mostrando picos agudos de interesse associados a notícias e rumores de lançamento. Este padrão é típico de produtos de edição limitada e alta expectativa. Para estratégias de marketing e analytics, identificar esses picos permite rastrear o impacto de campanhas de teaser, planejar estoque para demanda antecipada, e ativar gatilhos de remarketing para capturar usuários no momento de maior intenção de compra durante janelas de lançamento curtas.

O roteiro deve ser:

  • Página com informações sobre o tênis, fotos e preço, se possível, sem link de compra. Se as imagens forem disponibilizadas posteriormente, indexe as mais recentes.
  • Publicações em redes sociais com um link para a página de informações do tênis.
  • Criação de conteúdo que complemente a página principal de informações do tênis.
  • Atualize-a assim que o link para vendas ou sorteios estiver disponível.
  • No dia do lançamento, geralmente é ativado um serviço de fila virtual para gerenciar o acesso, portanto, haverá redirecionamentos temporários para o serviço contratado.

O importante é saber que o ranqueamento para esse tipo de lançamento não se concentra no dia da venda, mas sim em tentar se posicionar antes do anúncio oficial.

Nesse caso, informação e até mesmo rumores são fundamentais.

DICA Não existe uma estratégia ideal única; trata-se de uma situação em que tudo depende das circunstâncias específicas do projeto e dos acordos com fornecedores e terceiros. Busque a solução mais simples e sistemática.

8. Mensuração e Melhoria Contínua

Como todos sabem, "o que não se mede, não se melhora". Temos a responsabilidade de monitorar adequadamente o progresso do nosso projeto para que possamos incorporar melhorias ou correções quando apropriado.

Além disso, agora precisamos fazer isso compreendendo a situação atual:

  • Alguns dos objetivos são baseados em rankings de palavras-chave.
  • Alguns dos objetivos são baseados em menções ou citações de palavras-chave ou prompts.
  • Alguns dos objetivos são baseados em plataformas que não são mecanismos de busca tradicionais.

Ferramentas

  • Google Analytics 4 (GA4): permite analisar o comportamento do tráfego orgânico, conversões, receita e o impacto real do SEO no seu negócio.
  • Google Search Console (GSC): podemos medir a visibilidade no Google com métricas como cliques, impressões, CTR, posições médias, indexação e cobertura.
  • Ferramentas de SEO de terceiros (Ahrefs / Semrush / SISTRIX): úteis para acompanhar rankings, analisar a concorrência, estudar a demanda e detectar oportunidades, popularidade e agora também incorporar a visibilidade em IA.
  • Ferramentas de auditoria (Screaming Frog, Sitebulb): essenciais para monitorar a higiene técnica, rastreabilidade, indexabilidade, conteúdo e metadados.
  • Ferramentas de desempenho (DebugBear, Page Speed Insights, Lighthouse)
  • Análise de logs: fundamental para entender como o Google e os robôs de IA rastreiam o site, quais URLs eles priorizam e onde o rastreamento pode estar sendo desperdiçado.

O YouTube, Instagram e TikTok têm seus próprios painéis de estatísticas, como os de administradores, que permitem extrair insights mais precisos após analisar o conteúdo.

KPIs

Podemos diferenciar vários tipos de KPIs para personalizar o projeto de e-commerce em que estamos trabalhando, começando com KPIs mais gerais ou globais:

  • Receita Orgânica: Receita gerada pelo tráfego orgânico.
  • Taxa de Conversão Orgânica: Percentual de sessões orgânicas que terminam em conversão.
  • Crescimento do Tráfego Orgânico: Evolução do volume de sessões orgânicas.
  • CTR e Impressões (GSC): indicadores de eficiência do snippet e alinhamento com a intenção de busca.
  • Taxa de Engajamento / Taxa de Rejeição: sinais da qualidade da experiência em páginas-chave.

Continuando com outros KPIs mais focados em rastreamento e indexação:

  • KPIs de Cobertura de Índice (GSC): evolução mensal de URLs válidas versus excluídas, evolução de erros, evolução mensal de páginas não indexadas descobertas, evolução mensal de páginas não indexadas rastreadas, evolução mensal de páginas indexadas por sitemap.
  • KPIs de rastreamento (logs do servidor): frequência de rastreamento, distribuição por tipo de página, proporção de URLs rastreados versus indexados, proporção de URLs rastreados não indexáveis (noindex, canonicalizados).

Em relação aos KPIs relacionados ao ranqueamento, incluindo as Visões Gerais de IA:

  • Ranking de palavras-chave por intenção: evolução mensal do ranqueamento para palavras-chave transacionais, comerciais e informativas.
  • Participação no Top 3/Top 10: distribuição de palavras-chave em posições críticas, separando as informações transacionais acima de todas as outras.
  • Ranking por segmento: rastreamento por categorias, marcas, linhas de negócios ou territórios semânticos.
  • Taxa de aparição no AI Overview: porcentagem das 100 principais palavras-chave que acionam as Visões Gerais de IA.
  • Taxa de aparição no Top 10 do AI Overview: porcentagem de palavras-chave no Top 10 que acionam o AI Overview. Ajuda a identificar o risco de perda de cliques e oportunidades de citação.
  • Participação de menção no AI Overview: frequência com que a marca é mencionada no AI Overview para um conjunto de palavras-chave.
  • Participação de Citação AI Overview: número de vezes que o URL do e-commerce é citado como fonte no AI Overview.

Se formos tentar criar um conjunto de KPIs com base em LLMs:

  • Participação de Menção em LLM: frequência com que a marca é mencionada nas respostas geradas por LLMs para um conjunto de prompts ou consultas representativas do setor.
  • Sentimento das Menções: análise qualitativa do contexto da menção (neutro, positivo, comparativo).
  • Participação de Citação em LLM: número de vezes que o domínio é explicitamente citado como fonte nas respostas de LLM.
  • Tipo de Citação: tente diferenciar entre citação direta (URL explícita) e referência implícita (conteúdo parafraseado sem link). Isso pode ser relevante para avaliar a visibilidade sem cliques.

É importante observar que todos esses KPIs podem ser divididos brand (citações da marca) versus no-brand (outras keywords) e também com base em segmentos-chave definidos pela empresa. Por exemplo, se formos um e-commerce de artigos esportivos, podemos segmentar por esporte, marca, gênero ou tipo de produto.

Omiti deliberadamente as métricas do YouTube e do TikTok para não alongar demais o artigo, mas, se tiver interesse, podemos discutir:

Olá! Quer saber mais?

Por fim, quando se trata de IA e LLMs, em termos de monitoramento de prompts, estamos lidando com uma desvantagem que não podemos controlar: os prompts criados pelos usuários não são públicos e não temos informações sobre como eles pesquisam e rastreiam.

O conceito de "prompt potencial" ou "prompt sintético" surge nesse contexto e pode ser útil como ponto de partida, mas sem nos afastarmos da realidade e do bom senso. Não vamos transformar uma aproximação ou estimativa em uma realidade forçada apenas para atender a métricas da moda.

Auditorias Recorrentes

Além de realizar auditorias específicas, o objetivo é trabalhar em sistemas que permitam o monitoramento e a prevenção de possíveis erros, bem como a melhor gestão possível do projeto de SEO:

  • Sistemas de alerta em tempo real: implementar alertas automáticos para detectar quedas no ranking ou no tráfego, erros de indexação, problemas de rastreamento, variações no Core Web Vitals ou mudanças inesperadas na visibilidade. Exemplo: littlewarden.com
  • Trabalho em sprints de SEO: organizar o SEO em ciclos curtos e recorrentes para revisar KPIs importantes, validar hipóteses, aplicar correções e mensurar resultados de forma iterativa e controlada.
  • Rastreamento periódico do site: realizar rastreamentos regulares para manter o controle contínuo do status de SEO do e-commerce, identificando erros, incidentes técnicos, outras deficiências, etc.
  • Painéis de monitoramento compartilhados: centralizar as principais métricas em painéis acessíveis à equipe de SEO, facilitando o alinhamento entre as equipes envolvidas.
  • Planejamento de SEO alinhado aos negócios: defina um plano anual de SEO que considere marcos críticos, como alterações de catálogo, campanhas sazonais, lançamentos ou migrações, permitindo que você antecipe impactos e se planeje com antecedência.

Integração de CRO e SEO

Integrar SEO e CRO é a combinação estratégica de disciplinas que permite maximizar seus esforços de visibilidade para convertê-los em negócios de forma eficiente e eficaz.

Em e-commerces com um certo volume de tráfego, melhorias na conversão já podem ser identificadas e a segmentação pode ser usada para propor diferentes experimentos antes de implementar mudanças.

Quando ambas as equipes trabalham juntas, os modelos melhoram, tornam-se mais rápidos e claros, e mais orientados à intenção, resultando na combinação vencedora: melhor posicionamento e maior conversão.

Em tempos em que as formas de atrair clientes estão sendo redefinidas, seja por meio de tráfego, visibilidade, possibilidade de ser mencionado por IA ou capturando a atenção com vídeos que promovem o produto, a sinergia SEO+CRO entra em jogo em todas essas possibilidades.

Monetizar cada usuário que visita o site de e-commerce é uma das chaves estratégicas mais impactantes.

Conclusão

Há muito a se considerar ao otimizar seu e-commerce. Você não precisa começar perfeito, mas pode adotar uma abordagem gradual, garantindo que os mecanismos de busca encontrem e entendam seu conteúdo e que os visitantes tenham uma boa experiência.

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